quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Amor da minha vida



No instante em que te pus os olhos em cima, soube logo que não seria fácil esquecer-te. Eu tentava distrair-me mas tudo ia dar a ti. Sou meia tola por ti. Eu disse meia? Sou completamente tola por ti.
Na minha cabeça, eu nem sequer gostava de mulheres. Mas tu és linda de morrer.
Muitas das coisas que me dizes, eu não ouço porque estou distraída com o facto de estar contigo mesmo à minha frente. Talvez daí tenha resultado algum momento do genero "estou a olhar descaradamente para ti de cima a baixo, mas espero que não estejas a reparar".
Tu estás a falar e eu estou a reparar na tua voz. Não no que dizes. No teu tom de voz. Na forma como soa. É doce. É adoravel. É música para os meus ouvidos. É harmonia.
Também reparo nos teus cabelos que o vento remexe. Reparo no teu sorriso safado. Reparo no teu cheiro que o vento me traz. Reparo em tudo no teu corpo quando te abraço.
E no meio da tua perfeição, esqueço-me de ouvir o que estás a dizer.
Sinceramente, não sei o que se passa comigo. Eu estou louca. Devoro-te só olhando para ti.
Um dia sonhei que foste minha.
Caminhei na tua direcção até ter a certeza que tinhas as costas na parede. Eu estava com medo. Puxa, tava com vergonha. Tinha a pessoa mais imprevísivel do mundo à minha frente. Mas era a imprevisível mais linda do mundo. Então, surgiu um instante em que na minha cabeça só circulava um irracional "que se foda". Claro que esse foi o momento em que eu tentei o beijo. E consegui?consegui. Tu cedeste. Eu senti a tua boca húmida, o teu pescoço quente, o teu toque macio, a tua respiração em mim. E, no meio do beijo, reparei num sorriso discreto que esboçaste. Isso arrepiou-me. As minhas mãos ganharam vida. Levei uma mão debaixo da tua camisola e mimei-te a barriga quente, macia. Agarrei-te com firmeza. Naquele momento, queria-te só para mim. Soltei o desejo, só queria sentir-te minha por momentos, ser tua. Entregar-me. Deste-me asas para voar e eu voei. Mordi-te o lábio com cuidado, a minha mão devorava o teu pescoço e continuavas encostada à parede. E eu encostada a ti. Não aguentava mais a distância entre os nossos corpos. Não suportava mais estar privada do teu calor por causa de duas camisolas. As minhas mãos percorrem o teu tronco e acabam com a distância. Agora sim, o teu calor aquece-me, o teu corpo é meu. O meu é teu. Sussurro-te ao ouvido que te deites comigo. Tu cedes e deitas-te de costas. Eu beijo-te as costas e sinto que te arrepias. Pego-te nas mãos e beijo-te no pescoço. Sinto o cheiro dos teus cabelos. Tu reages e viras-te para mim. Fico vidrada no teu olhar doce. Desafia-me, provoca-me. Tu sentas-te em cima de mim. Eu sento-me também, abraço-te, sinto-te, sinto-nos uma só. Acaricio-te as costas, não deixo que fujas, quero que fiques bem perto, bem junto a mim. De novo beijo-te, beijo o teu pescoço, a minha língua prova a tua barriga, as minhas mãos mimam as tuas pernas. Beijo-te por cima da roupa interior, provoco-te com a língua. A vontade é muita, não resisto. Tirei-te a roupa interior, sempre meiga. Eu só sentia calor a subir-me pelas pernas acima. Não resisti, perdi o medo, ousei. Provei o teu sabor, mordi-te com carinho, só queria que estivesses a gostar e só ia parar quando tivesse a certeza de que estavas saciada. Ouvi um gemido. Sinceramente não sei se foi meu ou se foi teu, naquele momento era tudo tão alheio a mim. As minhas mãos tocavam-te, percorriam o teu corpo. A minha língua molhada dava-te prazer, os meus dedos ajudavam. Tudo pelo teu prazer. Lamber, mordiscar, beijar, passar os lábios, provocar. Alternava tudo isto e cada um me dava um prazer delicioso, que mais ninguém poderia alguma vez proporcionar-me. As minhas mãos tremiam, a minha respiração ouvia-se. Com a palma da minha mão conseguia sentir a pele da tua barriga arrepiada. Havia pouca luz, mas eu conseguia ver as tuas mãos a agarrarem o lençol enquanto eu te dava prazer. A minha língua percorria-te, o teu sabor virou vício. Fechava os olhos enquanto apreciava o teu prazer. Sentia a tua pulsação. Nunca achei que pudesse sentir tanto prazer. Tu levas-me ao delírio. Lambi-te devagar mas de forma intensa, ouvi-te a gemer para mim. Senti-te solta, senti que eras a minha mulher. Foi a melhor sensação que alguma vez podia ter. Senti-te lá próxima, no teu limite e, quando estava convencida de que não haveria nada que me fizesse sentir mais prazer, vens-te para mim. E nesse momento, so exististe tu. Beijei-te e disse-te ao ouvido que és a mulher da minha vida. A seguir, só quis adormecer nos teus braços.
Depois desse sonho, tenho pensado todos os dias em formas de o tornar realidade.

Se eu gosto de mulheres? Gente, eu não sei, mas esta mulher é a loucura em mim.

4 comentários:

vanessa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
vanessa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
vanessa disse...

..Por momentos quase ousei comentar...

Mas jamais o comentaria de uma forma previsivel.....

vanessa disse...

..Por momentos quase ousei comentar...

Mas jamais o comentaria de uma forma previsível.....