sábado, 13 de março de 2010

O que resta de mim...

Isto é tudo muito injusto. Eu choro sempre por te amar. Acabo sempre assim. Sozinha, a chorar, vazia...
Tudo o que eu sinto dentro de mim é dor...é amor...é revolta...eu não consigo ser feliz. Tu és o meu objectivo...mas estás tão longe de mim. E o caminho por onde sigo é cheio de pedras que me magoam. E eu sangro mas não dói...porque a dor de te ver ao longe a olhar para mim sem dares um passo sequer para me ajudar é muito maior...e cada vez que eu consigo chegar a ti, tu dás mil passos para trás...mas eu rastejo para chegar a ti. Mesmo quando tudo cai em cima de mim, eu levanto me e continuo a rastejar na tua direcção. E faço-o sempre com a ingénua esperança de que um dia, quando eu chegar aos teus pés, tu não vais mais caminhar para trás. Tu nunca fazes com que eu deixe de te ver ao longe. Vejo sempre a tua imagem lá ao fundo...como se estivesses à minha espera. E isso é o que resta de mim....

1 comentário:

Sara Grilo disse...
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