domingo, 26 de maio de 2013

A sociedade criou carneiros






Nascemos inconscientes do que vamos ter que ser. E vocês dizem: Ninguém TEM que ser nada, cada pessoa escolhe o seu caminho. Não...nós nascemos e já temos um destino-base obrigatório para permanecer na sociedade. 

A idade tantas, está a nossa mãe a dizer: "Oh fulaninho tal, vai lá fazer os trabalhos de casa". Uns anos mais tarde, temos que ter a tal média para entrar na tal faculdade. Aqui temos uma "liberdade de escolha" no sentido em que, quanto mais estudarmos e nos aplicarmos, mais possibilidades temos de poder escolher que profissão vamos exercer no nosso futuro.
E portanto, está aqui a solução. É só nascer, ter boa educação, estudar muito e ter o emprego que escolhemos. Será?

Não vais ter que continuar a seguir aquela rotina idiota do dia-a-dia? Acordar cedo, entrar no carro ou no metro lotado, trabalhar ou estudar, aturar os otários que trabalham contigo e estão sempre à espera de uma oportunidade para te achincalhar, esperar ansiosamente pelo sabado que vais passar na loja do cidadão horas à espera para seres atendido porque não pagaste 4,18euros numa SCUT e eles andam atrás de ti e só podes ir lá resolver o assunto ao sábado porque nos outros dias estás ocupado a trabalhar das 9h às 19h e pelo domingo para descansar. 

ESPERAR por dias livres impostos por uma pessoa qualquer para aproveitar a vida?
Quão ridículo é isso?Qual é o sentido da nossa vida?
Nascer, estudar, trabalhar para depois aproveitar a vida em velho quando te mijas todo pelo caminho e a tua reforma nem para comprar a ração para o cão chega?

É tudo tão sem sentido, como podemos amar a 100% a dádiva da vida? Estamos todos a desperdiçar a nossa vida por causa do protótipo de cidadão que nos foi enfiado pela cabeça dentro desde pequenos e é isto que nos vai destruir como raça. 

Não temos liberdade, é essa a verdade!! A base da nossa vida é pré determinada.
Porque se tu queres comer, se tu queres um sítio para viver, se tu queres uma família, se tu queres ir do sítio onde estás para outro, tu TENS que fazer parte. Tu tens que obedecer. E há muita gente infeliz por causa disto, há muita gente que acaba com a sua própria vida por causa disto. Vale a pena? 

Ama, olha para a natureza com prazer, quebra as regras com satisfação, experimenta, goza, brinca, critica, ignora, corre, grita, salta, magoa-te, explora, sê livre. Mesmo que não te seja permitido fugir da rotina idiota pré destinada.

Eu vou fugir com toda a força que eu tiver e mesmo que andem atrás de mim, eu não vou estar nem aí!! Vou a rir-me pelo caminho, vou-me divertindo. E quando a minha hora chegar, eu aproveitei tudo o que pude. 
Não serei um carneiro.
Já me chega ser cabra ahah.

Isto é o meu sentido crítico a expressar-se no seu expoente máximo, depois de observar com cuidado o mundo que me rodeia e ficar chocada com a carneirice constante a que assisto. 

Posto isso, comecem com a vossa liberalização interior e vislumbrem com todo o prazer e satisfação o poder da mãe natureza:








Pronto, agora saiam à rua e façam o mesmo com tudo o que virem, ouvirem, sentirem, mesmo (e principalmente) se for um espelho.
Obrigadas e voltem sempre. 
E tornem-se selvagens primitivos.
Rawwr.



2 comentários:

Mister Charmoso disse...

Mas que belo domingo, aguarda em breve novidades sobre o Desafio
Beijoca charmosa

*Lili* disse...

Ei miúda! Há que TEMPOS! Vê lá se desta vez não desapareces completamente << Gosto bastante do teu sarcasmo e confesso que senti saudade :p

Agora relativamente ao post... podes não acreditar mas desde que me mudei para Inglaterra sinto isso. E ainda hoje após 8 meses aqui, oiço o meu pai já a dizer "não não não, ela vai voltar para Portugal e voltar a estudar" "ela vai voltar"... sim claro... independentemente do que achamos da vida a nossa vida é automaticamente planeada a partir do momento em que nascemos. Escola, relações, futuro, percurso de vida é tudo automaticamente decidido pela sociedade. E se não fazemos de acordo com os parametros, somos condenados .. mas acredita que estou como tu e indeferença é algo que abunda por aqui especialmente quando tenciono fazer algo que depende de mim e somente de mim. Inclusive viver.